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Os sinais e exames que podem indicar câncer de intestino, doença que cresce entre jovens

Doença voltou a ganhar atenção após a morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, no domingo, 18

Por Camila Mazzotto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 out 2026, 10h45 | Atualizado em 19 out 2026, 11h59
Os sinais e exames que podem indicar câncer de intestino, doença que cresce entre jovens Priorize VEJA no Google

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. A falta de sinais evidentes dificulta a identificação da doença, o que reforça a importância de reconhecer possíveis alterações no organismo e procurar avaliação médica quando necessário.

A doença voltou a ganhar atenção após a morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, no domingo, dia 18. O caso chama a atenção para um tipo de tumor frequentemente associado a pessoas mais velhas, mas que também pode atingir jovens.

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso, chamado cólon, e no reto, que corresponde aos 15 cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo, sendo o terceiro mais incidente no Brasil.

A doença é tratável e, na maioria dos casos, curável, desde que seja detectada precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

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Grande parte desses tumores começa a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

De acordo com o INCA, alguns sintomas podem indicar a necessidade de investigação médica. Entre os principais estão:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudanças no funcionamento do intestino: diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois, especialmente quando persistentes;
  • Dor ou desconforto abdominal: cólicas frequentes e dores sem causa aparente merecem atenção;
  • Perda de peso inexplicada: emagrecimento sem mudanças na alimentação ou na rotina;
  • Anemia, cansaço e fraqueza: podem estar relacionados, entre outras causas, a perdas de sangue pelo intestino;
  • Alterações no formato das fezes: fezes mais finas ou mudanças persistentes no padrão de evacuação também devem ser investigadas.

A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer. Hemorroidas, infecções e outras doenças intestinais podem provocar manifestações semelhantes.

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Ainda assim, principalmente quando os sinais persistem ou aparecem associados, é importante procurar atendimento médico para identificar a causa.

Quais exames podem detectar a doença?

No Brasil, a investigação e o rastreamento do câncer de intestino são recomendados a partir dos 45 anos, independentemente da presença de sintomas.

Um dos exames mais utilizados é o teste de sangue oculto nas fezes, que identifica pequenas quantidades de sangue que podem não ser percebidas a olho nu. Um resultado positivo não confirma câncer, mas indica a necessidade de avaliação complementar.

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Já a colonoscopia permite examinar a parte interna do intestino grosso e do reto. Durante o procedimento, o médico pode identificar alterações, retirar pólipos e coletar amostras de tecido para análise.

Quando há uma lesão suspeita, a biópsia pode confirmar se existem células cancerígenas. A escolha dos procedimentos deve ser feita por um profissional de saúde.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou recentemente um teste de alta tecnologia para detecção das lesões antes do aparecimento dos sintomas sem a necessidade de exames invasivos.

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O FIT, sigla em inglês para Teste Imunoquímico Fecal, é um exame não invasivo capaz de identificar a doença antes do aparecimento dos sintomas. Segundo a pasta, a chegada do teste pode ampliar o acesso ao diagnóstico para mais de 40 milhões de brasileiros.

O novo protocolo do SUS prevê que o FIT será o exame de referência para pessoas de 50 a 75 anos assintomáticas. Isso é importante porque os tumores no intestino podem desencadear sintomas que costumam ser ignorados pelos pacientes ou confundidos com problemas de saúde menos graves.

O FIT é uma evolução do exame de sangue oculto nas fezes, pois consegue detectar a presença de sangue que pode ter relação com pólipos, lesões pré-cancerígenas e o próprio câncer colorretal utilizando anticorpos específicos. A capacidade do teste para detecção do tumor chega a 92%.

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Crescimento entre jovens

O câncer colorretal é o exemplo mais emblemático de tumores que estão aparecendo com mais frequência em adultos jovens. Estudos apontam que, em comparação com a década de 1950, essa população enfrenta um risco duas vezes maior de desenvolver a doença no intestino grosso e quatro vezes maior de enfrentar um diagnóstico no reto.

Entre os fatores associados ao maior risco estão o histórico familiar de câncer colorretal, algumas síndromes hereditárias, o sedentarismo, a obesidade, o consumo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e uma alimentação com consumo elevado de ultraprocessados.

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