Novas Revelações: Acesse com exclusividade novas revelações de Vorcaro. Assine Agora!

APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2026

Papa Leão XIV é internado para remover nódulo no pulmão; entenda o problema

Anúncio foi feito pelo pontífice no último domingo, 11, quando o Santo Padre afirmou que o nódulo foi identificado "em uma fase muito inicial e bem localizado"

Por Camila Mazzotto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 out 2026, 12h14 | Atualizado em 13 out 2026, 16h32
Papa Leão XIV é internado para remover nódulo no pulmão; entenda o problema Priorize VEJA no Google

O Papa Leão XIV será submetido nesta terça-feira, 13, a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. O anúncio foi feito pelo pontífice durante o Angelus, na Praça de São Pedro, no último domingo, 11.

Na ocasião, o Santo Padre anunciou que o nódulo foi identificado “em uma fase muito inicial e bem localizado”. Seguindo orientação médica, ele decidiu se submeter ao procedimento. O tempo de recuperação estimado pelo Vaticano é de cerca de uma semana. A operação será realizada na Policlínica Gemelli, em Roma.

Um nódulo pulmonar não é sinônimo de câncer. Nódulos pulmonares são achados comuns em exames de imagem e, na maioria dos casos, são benignos. A decisão pela retirada depende de diversos fatores, como tamanho, características da imagem, localização, velocidade de crescimento e perfil do paciente.

“Um nódulo pequeno, bem delimitado e encontrado antes de causar sintomas, pode representar uma oportunidade importante“, afirma Alessandro Mariani, professor doutor de cirurgia torácica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Se for benigno, evita-se alarme desnecessário. Se for câncer em fase inicial, a chance de tratamento curativo costuma ser muito maior”, acrescenta Mariani, que também é e preceptor de cirurgia torácica robótica.

Continua após a publicidade

Diretor nacional de Cirurgia Torácica, ECMO e Transplante Pulmonar da Rede D’Or, Tiago Machuca destaca ainda a importância de não ignorar nódulos, ainda que sejam benignos.

“A maioria dos pacientes que opero hoje com câncer de pulmão em estágio intermediário ou avançado tem um exame prévio mostrando um nódulo que foi ignorado“, diz.

Diagnóstico precoce

O caso do pontífice, segundo o especialista, chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce.

Continua após a publicidade

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apenas 16% dos cânceres de pulmão são diagnosticados em estágio inicial (sem metástase), para o qual a taxa de sobrevida de cinco anos é de 56%.

Nos demais estágios, a sobrevida média em cinco anos cai para 18% (15% para homens e 21% para mulheres). Isso porque o câncer de pulmão pode ser silencioso nas fases iniciais e, muitas vezes, só causa sintomas quando está em estágio avançado.

O rastreamento é feito com a chamada tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), que pode ser indicada para pessoas com alto risco de desenvolver a doença, como adultos de 50 a 80 anos com histórico de tabagismo de pelo menos 20 maços ao ano e que atualmente fumam ou pararam de fumar nos últimos 15 anos.

Continua após a publicidade

Apesar da forte associação com o tabagismo, a doença também pode ocorrer em pessoas sem fator de risco evidente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o cigarro como principal fator de risco, mas também lista fumaça passiva, poluição do ar, radônio, asbestos, sílica, gases de escape de diesel, doenças pulmonares crônicas e suscetibilidade genética entre fatores associados.

Rastreamento e investigação de um nódulo já encontrado, porém, são situações diferentes. No rastreamento, o objetivo é procurar alterações em pessoas de maior risco. Na investigação, o desafio é definir a natureza de uma lesão que já apareceu no exame.

“O diagnóstico precoce não deve virar ansiedade diagnóstica. Encontrar um nódulo pequeno é o começo da pergunta, não a resposta. O que muda a história do paciente é interpretar corretamente o achado e escolher uma conduta proporcional ao risco”, afirma o cirurgião.

Continua após a publicidade

Como funciona o tratamento de um nódulo?

A conduta pode variar. Alguns nódulos devem ser apenas acompanhados com exames de imagem. Já outros exigem investigação complementar, como PET-CT ou biópsia.

Há também situações em que a cirurgia pode ser indicada como a primeira opção, especialmente em casos de nódulos de risco intermediário a alto em pacientes clinicamente aptos, o que permite o diagnóstico definitivo e, se necessário, tratamento precoce. O Vaticano não informou se há suspeita de malignidade.

“Às vezes, a biópsia é necessária antes da cirurgia. Em outras situações, pela localização, pelo padrão da imagem ou pela chance de câncer, pode fazer sentido retirar o nódulo diretamente. A decisão não é automática. Ela precisa ser individualizada”, explica o médico.

Continua após a publicidade

Tratar cedo, segundo Mariani, pode ser decisivo em um câncer de pulmão inicial, mas isso não significa dispensar avaliação pré-operatória. Antes de uma cirurgia pulmonar, diversos parâmetros do paciente são avaliados, como função respiratória, risco cardíaco, exames de imagem, extensão da lesão e condição clínica geral. “A melhor cirurgia é aquela indicada no tempo certo e com segurança”, diz.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo o site da revista, sobre fundo preto com texto BLACKFRIDAY repetido
ECONOMIZE ATÉ 83% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 3,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).