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Preço de medicamentos: reajuste médio é divulgado e fica abaixo da inflação; veja

Segundo Anvisa, percentual é o menor em duas décadas; farmácias podem manter valores ou readequar abaixo do índice

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 mar 2026, 11h20 | Atualizado em 7 jun 2026, 09h35
Preço de medicamentos: reajuste médio é divulgado e fica abaixo da inflação; veja Priorizar nos meus resultados Google

O percentual de reajuste médio permitido para o preço dos medicamentos foi anunciado hoje e, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é o menor dos últimos 20 anos. O índice, publicado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), foi estipulado em 2,47% e está abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, calculada em 3,81%.

A mudança de preços não deve ocorrer de forma imediata e não só os fabricantes poderão determinar os valores a serem praticados. As farmácias também vão poder definir se vão manter os preços atuais dos medicamentos ou aplicar reajustes mais baixos de acordo com fatores referentes ao setor, como a concorrência com outras redes, por exemplo.

O reajuste anual dos medicamentos tem como objetivo promover o equilíbrio entre os valores a serem cobrados aos consumidores — sem aumentos abusivos — e a necessidade de manter a sustentabilidade do setor de medicamentos sem impacto para o fornecimento dos remédios no Brasil.

O cálculo é feito por uma metodologia estabelecida por lei e considera parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com desconto do ganho de produtividade da indústria.

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“Esse mecanismo garante que os ganhos de eficiência do setor sejam compartilhados com a sociedade. Ou seja, parte desses ganhos é repassada aos consumidores na forma de reajustes menores, em vez de ser totalmente apropriada pelas empresas”, disse, em nota à imprensa, Mateus Amâncio, secretário-executivo da CMED. “Além disso, o uso de uma fórmula objetiva traz previsibilidade e estabilidade tanto para o setor produtivo quanto para o poder público, evitando decisões discricionárias e dando transparência ao processo de reajuste.”

Níveis máximos de reajuste

O reajuste no preço de medicamentos tem três níveis máximos de acordo com a categoria de competitividade dos remédios e isso também é estabelecido pela CMED. Para este ano, a variação ficará entre 1,13% e 3,81%. Veja os índices abaixo:

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  • Nível 1: 3,81% para medicamentos com concorrência.
  • Nível 2: 2,47% para medicamentos de média concorrência.
  • Nível 3: 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

“Algumas categorias de medicamentos não seguem essa lógica de reajuste anual. É o caso dos fitoterápicos, dos medicamentos homeopáticos e de determinados medicamentos isentos de prescrição que apresentam alta concorrência no mercado. Esses produtos possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços”, explica a Anvisa.

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