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Circulação de conteúdo no WhatsApp cresce e ameaça o Facebook

Estudo mostrou aumento de 87,5% no tráfego de informações do WPP

Por Carla Monteiro 30 jun 2017, 15h30 | Atualizado em 4 jun 2024, 20h14
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Em uma época em que as fake news (notícias falsas) se alastram com facilidade nas redes (em alguns casos porque o usuário não lê a notícia antes de compartilhar, confira), uma pesquisa feita pelo Instituto Reuters e pela Universidade de Oxford revelou números sobre o papel das mídias sociais na hora de difundir conteúdos da internet. Um dos tópicos principais do levantamento foi a propagação de links de notícia – verdadeiras ou falsas. Nesse tópico, o Facebook aparece como a maior mídia social propagadora de informação, porém foi o crescimento de circulação de conteúdo no WhatsApp (o app pertence ao Facebook) que chamou mais atenção. 

De acordo com o levantamento, que ouviu 72 mil pessoas de 36 países, 47% dos usuários preferem olhar os conteúdos que aparecem no feed de notícias do FB para ficar por dentro dos fatos, enquanto 15% usam o WhatsApp com tal finalidade. Embora o FB ainda seja o principal meio de acesso notícias, os analistas chamam a atenção para o salto no percentual do WhatsApp como ferramenta de contato com informação. Isso porque de um ano para o outro ele registrou um aumento em sua participação, passando de 8% (2016) para 15% (2017). Ou seja, um crescimento de 87,5% no tráfego de notícias do app de mensagens, comprado em 2014 pelo próprio Facebook por 19,2 bilhões de dólares (aproximadamente 64 bilhões de reais).

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Além disso, o estudo mostrou de quais dispositivos vem o acesso das informações. Destaque para os aparelhos móveis: em 2017, 51% das notícias foram lidas em tablets e smartphones. Os desktops (computadores de mesa) somaram 41%. Um cenário diferente de três anos atrás, em 2014, celulares e tablets respondiam juntos por 27% dos acessos, enquanto que os desktops lideravam isolados com 69%.

A pesquisa ainda revelou onde estão os usuários durante o acesso: 46% disseram ler as notícias ainda na cama, 42% no transporte público e 32% no toalete.

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