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Por que ‘Assassin’s Creed: Black Flag Resynced’ é um remake a ser conferido

Festejado jogo de piratas da Ubisoft volta repaginado, com algumas melhorias e novos personagens, o que não o isenta da persistência de falhas

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2026, 10h30 | Atualizado em 17 jul 2026, 10h31
Por que ‘Assassin’s Creed: Black Flag Resynced’ é um remake a ser conferido Priorizar nos meus resultados Google

Treze anos depois de revolucionar a temática pirata nos videogames, Edward Kenway está de volta em Assassin’s Creed Black Flag Resynced. Mais do que um simples polimento visual, a Ubisoft reconstruiu do zero a sua aventura caribenha utilizando tecnologias de ponta, trazendo combates mais dinâmicos, modo furtivo aprimorado e eliminando o que eram consideradas falhas do original de 2013. Aclamado tanto pela crítica especializada quanto pelo sucesso de vendas logo no primeiro dia, o remake reacendeu a paixão de veteranos e despertou a curiosidade dos neófitos, mas ainda está longe da perfeição que tanto se antecipou.

Lançado no dia 9, Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um remake construído praticamente do zero utilizando a versão mais moderna da ferramenta de desenvolvimento da própria Ubisoft, o Anvil. O jogo traz gráficos aprimorados em até 4K a 60fps, reformulação no combate, no parkour e no modo furtivo (quando o personagem se esgueira e evita combate), remoção do modo multiplayer e da história nos tempos modernos (Abstergo), além de dezenas de novas missões focadas na expansão da narrativa. Isso tudo facilitou a vida de quem achava a jogabilidade complicada, mas os bugs não desapareceram por completo.

O remake, na verdade, é uma promessa da Ubisoft, que atendeu a um pedido antigo da comunidade de jogadores, que queriam uma versão mais modernizada do jogo, com utilização de tecnologias de desenvolvimento atuais e correção de falhas antigas (como missões de espionagem punitivas e a falta de um botão para agachar). A estratégia deu certo. Foram vendidas 2 milhões de cópias nas primeiras 24 horas e houve picos de jogadores simultâneos no Steam, plataforma independente de vendas de games online. As notas dos críticos ultrapassaram os 80 pontos tanto no Metacritic quanto no OpenCritic.

Homem barbudo, sem camisa e com calças claras, flutua sobre um naufrágio no fundo do mar. Corais roxos e algas verdes preenchem o primeiro plano, enquanto águas-vivas rosadas nadam ao fundo. Um baú de tesouro enferrujado repousa entre os destroços.
REPAGINAÇÃO – ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced’; gráficos aprimorados em até 4K a 60fps (Ubisoft/Divulgação)

Grande parte desse resultado vem da moderna engine Anvil, usada para reconstruir o Caribe com gráficos detalhados, água muito mais realista e 60 quadros por segundo nos consoles. A imersão cresceu ainda mais com o fim das telas de carregamento ao atracar em cidades, e um novo sistema climático com chuvas e tempestades em tempo real, que afetam tanto as batalhas navais quanto a visibilidade nas ações furtivas.

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A mudança mais celebrada está nas antigas missões de espionagem, que deixaram de gerar game over automático e agora oferecem rotas alternativas ou combate. A furtividade ganhou um botão dedicado para agachar e acesso mais cedo ao dardo de corda, enquanto o parkour ficou mais ágil, com tirolesas e pulos de parede. No combate, um novo sistema de postura e defesas perfeitas tornam os embates mais táticos. O ponto fraco está nos “assassinatos furtivos”, que muitas vezes não funcionam imediatamente – expondo o personagem.

A vida a bordo do Jackdaw também ganhou novas camadas. Três novos oficiais recrutáveis — “Deadman” Smith, Lucy Baldwin e o Padre — trazem habilidades inéditas, como os disparos duplos de canhão de Smith, e as armas passaram a contar com modos de disparo secundários. O convés ainda ficou mais pessoal: agora é possível ter gatos e macacos como companhia durante as viagens.

Dois piratas em um navio de madeira, um ao leme e outro observando o mar azul com ondas. Ao fundo, uma ilha tropical com palmeiras e uma bandeira pirata, e um monstro marinho emerge da água
NO TIMÃO – Em Assassin’s Creed: Black Flag Resynced, a vida a bordo do Jackdaw também ganhou novas camadas – (Ubisoft/Divulgação)
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Para aprofundar a imersão na era de ouro da pirataria, a Ubisoft removeu o modo multiplayer e as sequências modernas na sede da fictícia empresa Abstergo, substituindo-os por conteúdo histórico inédito. Destacam-se a campanha de encerramento A World Without Gold, centrada no lendário Barba Negra, novas missões sobre Stede Bonnet e um sistema de gerenciamento da ilha de Great Inagua, com melhorias visuais e benefícios conforme o esconderijo se desenvolve.

Com dificuldade customizável para combate, furtividade e atividades navais, e o modo New Game+ já confirmado para uma atualização futura, Assassin’s Creed Black Flag Resynced equilibra respeito à nostalgia dos fãs com melhorias essenciais para o público atual, provando que os mares do Caribe ainda guardam tesouros valiosos.

 

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