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Portugal quer se tornar o centro europeu no setor espacial

Com porto em Açores, o país investe em tecnologias mais baratas

Por Gabriel Bussolotti Silveira 26 Maio 2026, 17h39 | Atualizado em 26 Maio 2026, 17h39
Portugal quer se tornar o centro europeu no setor espacial Priorizar nos meus resultados Google

Portugal quer ser a maior nação espacial da Europa, mas difere da estratégia de investimento na área como a dos Estados Unidos. O país aposta em engenheiros, na cooperação europeia e na ilha de Santa Maria, nos Açores, como o principal porto de lançamentos.

Em contrapartida às empresas norte-americanas, Portugal possui um plano mais econômico na área espacial. A ideia é, por meio de uma infraestrutura simples e local, lançar satélites menores com cápsulas espaciais renováveis e tornar a tecnologia mais acessível para a Europa.

Além de fortalecer a economia, Portugal poderá utilizar os satélites para fins comerciais, militares e mistos. Entre as diversas funções dessa tecnologia estão a comunicação, a observação da terra e do mar e, até mesmo, o combate a incêndios florestais.

Três frentes

Atualmente, em Portugal, aproximadamente 2.000 pessoas trabalham no setor espacial. Existem cerca de 80 empresas no país que geraram 200 milhões de euros – aproximadamente 1,1 milhão de reais – em receitas no ano passado. Neste ano, Portugal investirá ainda mais na formação de pessoas na área.

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Além dos profissionais do setor, o país europeu também vê a cooperação de outras nações como essencial para o desenvolvimento. Os planos da Agência Espacial Portuguesa são descentralizados e, até 2030, projeta-se a fabricação de 30 satélites em conjunto com a Espanha.

A outra frente de investimento de Portugal é na construção do porto espacial na ilha de Santa Maria, nos Açores. Estima-se que 35 pessoas trabalharão no local e que, até 2028, a nave de carga europeia Space Rider aterrissará no porto.

CEiiA

O consórcio CEiiA, que também atua no setor automotivo, é um dos principais atores do país nessa área. Atualmente, o consórcio consegue construir quatro satélites civis por ano. Mas eles buscam a expansão através de um centro de desenvolvimento tecnológico em parceria com a cidade de Guimarães e sua universidade, no norte de Portugal.

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