Premiê da Itália pede registro de sua voz para se proteger de deepfakes
A primeira-ministra Giorgia Meloni tem sido alvo cada vez mais frequente da produção de deepfakes sexuais com sua imagem e voz
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, solicitou ao Escritório de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), o registro de uma marca sobre sua voz. O pedido da premiê vem em meio à preocupação sobre os avanços da IA generativa, em especial dos deepfakes, tipo de conteúdo gerado por Inteligência Artificial (IA) que imita uma pessoa em formato de áudio ou vídeo. O pedido foi solicitado ao escritório nesta segunda-feira, 5.
Desde a chegada da premiê ao poder, em 2022, conteúdos diversos gerados por IA surgiram na internet, com paródias (das mais cômicas às criminosas) da política italiana. Um dos casos recentes envolve a divulgação de uma “fotografia” em que Meloni aparece com roupas íntimas deitada em uma cama. Giorgia já denunciou esse tipo de material mais de uma vez, e o movimento desta segunda marca um novo passo para impedir esse tipo de material falso.
Em 2024, Meloni entrou com uma ação civil contra um homem italiano da ilha da Sardenha. À época, o cidadão havia criado e divulgado conteúdo de deepfake pornográfico com a primeira-ministra. De acordo com a agência Reuters, a política já se manifestou diversas vezes sobre os casos, e já afirmou que apesar dela ter a possibilidade de retaliar, muitos não tem.
A solicitação ao escritório da UE ainda deve ser analisada, e não há garantia de que o registro de marca resolva todos os conteúdos gerados por IA. Apesar disso, o movimento deve criar novas camadas legais que podem basear ações legais tomadas pela premiê contra indivíduos que criam deepfakes sexuais com sua imagem e voz.






