APURAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2022

🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Violência digital contra crianças dispara em julho

Crimes que eram comuns na madrugada migram também para o período do dia, elevando em 78% as ocorrências

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2026, 17h37
Violência digital contra crianças dispara em julho Priorize VEJA no Google

As férias escolares deste mês trouxeram uma preocupação a mais para pais e autoridades: o aumento da violência nas redes sociais. Com crianças e adolescentes passando mais tempo em casa, conectados a plataformas de conversa e jogos online, a Polícia Civil de São Paulo identificou uma explosão dos números de casos. “Durante o ano letivo, os crimes acontecem de madrugada, mas agora migraram também para o período diurno”, diz Lisandrea Colabuono, delegada do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), vinculado à corporação. “Os casos de violência digital contra menores aumentaram 78% durante o período de férias.”

O NOA foi montado há pouco mais de dois anos justamente para entender  esse tipo de violência, que começa no mundo virtual e se completa na realidade dura. O núcleo reúne uma equipe de inteligência, que vigia, investiga, reúne provas e tenta evitar a escalada da violência. O que nem sempre é possível. A ideia é proteger crianças e adolescentes, que acabam frequentando este lado obscuro da web, e identificar e coibir os agressores.

As vítimas, em geral, são envolvidas, por criminosos que conquistam a confiança. Conseguem informações priviegiadas sobre a família e até fotos comprometedoras.  Daí começa o bullying, ameaça e chantagem, que fazem as vítimas perderem controle, entrarem em desespero, cedendo as mais diversos tipos de pressão. Acabam submetidos às situações mais inimagináveis, como estupros virtuais, extorsão sexual, indução à automutilação, divulgação de violência extrema e transmissões ao vivo de maus-tratos contra animais.  

Continua após a publicidade

O fenômeno tem um agravante, que preocupa os investigadores. Embora crianças e adolescentes sejam as principais vítimas, grande parte dos autores também é formada por adolescentes, que construíram até uma hierarquia do crime construída pelas atrociades que promovem abertamente. Muitos são recrutados por comunidades digitais que transformam a violência em forma de entretenimento ou de reconhecimento dentro dos grupos. A partir daí, passam a participar de crimes, incentivar novos integrantes e reproduzir práticas cada vez mais violentas. Para a polícia, as férias ampliam os dois lados do problema. Aumenta o tempo para sofrer, mas também o tempo para fazer sofrer.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limão
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).