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Venda de armas americanas a Taiwan foi pauta com Xi, diz Trump, que fará decisão ‘em breve’

China é oposta à parceria bélicas dos EUA com a ilha, que considera uma província rebelde com a qual vai 'se reunificar'; Pacote de US$ 11 bi está em suspenso

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 Maio 2026, 13h17 | Atualizado em 4 jun 2026, 10h30
Venda de armas americanas a Taiwan foi pauta com Xi, diz Trump, que fará decisão ‘em breve’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 15, que um tópico bastante espinhoso figurou entre as pautas de sua cúpula com o par chinês, Xi Jinping, em Pequim: as vendas de armas americanas para Taiwan, às quais a China é oposta por considerar a ilha uma província rebelde com a qual “se reunificará” em futuro indeterminado.

Falando a repórteres a bordo do avião presidencial Air Force One, na sua volta a Washington, o ocupante do Salão Oval disse que ele e Xi “conversaram muito sobre Taiwan”. Afirmou ainda que não assumiu nenhum compromisso em relação à ilha, com a qual os Estados Unidos mantêm negócios valiosos (em especial para compra dos supercondutores que alimentam um sem-fim de tecnologias), mas não reconhecem como Estado soberano. Acrescentou, porém, que tomará uma decisão a respeito das remessas de armamentos “em breve”.

Antes da viagem, o governo Trump atrasou a aprovação final e a entrega de um pacote de armas a Taiwan de US$ 11 bilhões, o maior da história, que havia sido previamente aprovado em dezembro. De acordo com analistas, a medida teve por objetivo reduzir potenciais atritos e garantir uma cúpula tranquila em Pequim.

O presidente americano também disse a jornalistas no Air Force One que o homólogo chinês perguntou diretamente se os Estados Unidos defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa, mas que ele se recusou a responder.

“Só existe uma pessoa que sabe disso, e essa pessoa sou eu. Só eu sei”, disse Trump. “Essa pergunta me foi feita hoje pelo presidente Xi. Eu respondi: ‘Não falo sobre isso’”.

A China reivindica Taiwan como seu território e há muito tempo se opõe à venda de armas americanas para a ilha, algo que Pequim considera uma interferência em seus assuntos internos. Na quinta-feira, após o primeiro dia de reuniões entre os chefes de Estado, Xi alertou que a questão pode colocar os Estados Unidos em rota de colisão com seu país. “Se o cenário for mal administrado, podemos ter conflitos e até confrontos”, afirmou, mais direto que o comum.

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