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Após fiasco de 2024, Datena já tem um novo projeto eleitoral

Apresentador, que na última eleição ficou marcado pelo fracasso nas urnas e por uma cadeirada em Pablo Marçal, diz que concorrerá à Câmara pelo PSB

Por Laila Nery 27 jul 2026, 14h57 | Atualizado em 27 jul 2026, 15h33
Após fiasco de 2024, Datena já tem um novo projeto eleitoral Priorizar nos meus resultados Google

Depois de quatro desistências em disputas pela Presidência da República, uma campanha à Prefeitura de São Paulo da qual disse ter se arrependido e um histórico de sucessivos recuos eleitorais, José Luiz Datena voltou a anunciar um projeto político. O apresentador oficializou a pré-candidatura a deputado federal pelo PSB e afirmou que pretende disputar uma vaga na Câmara nas eleições de outubro, a convite do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Se confirmar a candidatura, será apenas a segunda vez que Datena levará uma campanha até as urnas desde que passou a flertar com a política, há mais de três décadas.

O histórico, porém, recomenda cautela. Desde os anos 1990, o apresentador passou por doze partidos e acumulou anúncios de candidaturas que nunca saíram do papel. Somente para a Presidência da República foram quatro desistências. Em 2021, por exemplo, chegou a afirmar, em entrevista à seção Páginas Amarelas, de VEJA, que concorreria ao Palácio do Planalto, mas abandonou o projeto antes mesmo do início da campanha eleitoral. Em outras ocasiões, repetiu o roteiro: lançou o nome, articulou filiações partidárias e acabou desistindo antes do registro da candidatura.

A exceção foi a eleição municipal de 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB. A campanha, entretanto, acabou marcada por um episódio que dominou o noticiário nacional. Durante um debate promovido pela TV Cultura, Datena agrediu o então candidato Pablo Marçal (PRTB) com uma cadeirada após uma troca de acusações. O apresentador foi expulso do debate, enquanto Marçal deixou o estúdio alegando precisar de atendimento médico.

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A repercussão da agressão não se converteu em votos. Depois de iniciar a corrida entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, Datena terminou a eleição com menos de 2% dos votos válidos — o pior desempenho do PSDB em uma disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Nem o próprio candidato escondeu a frustração. No dia da votação, afirmou que havia se arrependido de levar a campanha até o fim. Horas depois, ao comentar o resultado, reconheceu que entrou na disputa sem disposição para fazer campanha. “Sabia que o desempenho ia ser péssimo”, afirmou na ocasião. “Poupei vocês nas agendas de rua.”

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Apesar do desfecho, a campanha não foi modesta. Segundo a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, Datena declarou patrimônio superior a 38 milhões de reais e movimentou quase 6 milhões de reais durante a disputa. Desse total, cerca de 3,7 milhões de reais foram destinados pelo PSDB. O então candidato também repassou 357.000 reais para outras candidaturas e partidos.

Agora no PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin, Datena volta ao cenário eleitoral com um objetivo diferente. Em vez de disputar um cargo majoritário, diz que pretende concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.

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A mudança de estratégia pode representar a tentativa de tornar viável um projeto político que, até aqui, foi marcado por anúncios, recuos e recomeços. A principal incógnita, entretanto, permanece a mesma das eleições anteriores: se a pré-candidatura será levada adiante — e, caso seja confirmada, com qual intensidade o apresentador se dedicará à campanha.

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