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Mapa político: quem governava os estados mais e menos violentos do Brasil em 2025

PT e MDB tinham seis dos dez governadores com maiores taxas de mortes à época, segundo o Anuário de Segurança Pública; direita tem melhor desempenho

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2026, 15h20 | Atualizado em 23 jul 2026, 16h36
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A queda histórica das mortes violentas no Brasil, que atingiram a menor taxa dos últimos treze anos em 2025, mascara uma grave desigualdade regional no país: nada menos que dezoito estados superam a média nacional de 19,1 assassinatos por 100.000 habitantes. Os dados foram publicados nesta quinta-feira, 23, pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Dentre os dez estados com maior taxa de mortes violentas intencionais, três eram comandados em 2025 por governadores do PT, três pelo MDB, dois pelo PSD, um pelo PSB e um pelo União Brasil — este último, o Amapá, lidera o ranking nacional de violência com 42,5 vítimas por 100.000 habitantes.

Estados mais violentos do Brasil, por taxa de mortes violentas intencionais* em 2025, e seus governadores à época

  • Amapá: 42,5 — Clécio Luís (União Brasil)
  • Bahia: 36,8 — Jerônimo Rodrigues (PT)
  • Ceará: 34,7 — Elmano de Freitas (PT)
  • Alagoas: 33,1 — Paulo Dantas (MDB)
  • Pernambuco: 33,0 — Raquel Lyra (PSD)
  • Maranhão: 29,7 — Carlos Brandão (MDB)
  • Rio Grande do Norte: 29,1 — Fátima Bezerra (PT)
  • Pará: 28,4 — Helder Barbalho (MDB) — hoje o estado é governado por Hana Ghassan (MDB)
  • Rondônia: 28,1 — Marcos Rocha (PSD)
  • Paraíba: 24,6 — João Azevêdo (PSB) — hoje o estado é governado por Lucas Ribeiro (PP)

*Soma de vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e confronto policial

Mesmo nos estados mais violentos governados por partidos de centro, há chefes alinhados ao governo Lula que disputam a reeleição ou promovem um sucessor com apoio do PT — casos dos governadores Clécio Luís, Hélder Barbalho, Paulo Dantas e João Azevêdo.

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Em contraste, as menores taxas de assassinatos ocorreram em estados governados pela centro-direita e direita, a exemplo de Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Goiás. O único governador de esquerda que ostenta um índice de mortes abaixo da média nacional é Rafael Fonteles, atual favorito à reeleição no Piauí.

Estados menos violentos do Brasil, por taxa de mortes violentas intencionais* em 2025, e seus governadores à época

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  • Santa Catarina: 7,6 — Jorginho Mello (PL)
  • São Paulo: 7,8 — Tarcísio de Freitas (Republicanos)
  • Distrito Federal: 9,6 — Ibaneis Rocha (MDB) — hoje o estado é governado por Celina Leão (PP)
  • Rio Grande do Sul: 11,3 — Eduardo Leite (PSD)
  • Minas Gerais: 12,9 — Romeu Zema (Novo) — hoje o estado é governado por Mateus Simões (PSD)
  • Paraná: 15,5 — Ratinho Junior (PSD)
  • Goiás: 16,5 — Ronaldo Caiado (então no União Brasil, hoje no PSD) — hoje o estado é governado por Daniel Vilela (MDB)
  • Piauí: 17,1 — Rafael Fonteles (PT)
  • Amazonas: 18,5 — Wilson Lima (União Brasil) — hoje o estado é governado por Roberto Cidade (União Brasil)

*Soma de vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e confronto policial

Tema eleitoral

A discrepância entre o sucesso da direita e os percalços da esquerda no combate à criminalidade violenta é um dos principais trunfos eleitorais dos presidenciáveis que enfrentarão Lula nas urnas em outubro, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

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Cabe ressaltar que a segurança pública será tema central para a decisão de voto em 2026 — principal preocupação dos brasileiros, a violência é citada como o maior problema do Brasil por 31% dos eleitores, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

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