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Das passarelas às ruas, a moda em movimento

O diabo voltou, a moda parou para olhar e não tem como não falar

As estrelas de "O Diabo Veste Prada 2" redefinem o tapete vermelho, transformando cada aparição em um desfile de moda com impacto global

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 14h00

Finalmente teremos a pré-estreia de “O Diabo Veste Prada 2” no Brasil. O filme lança no dia 30, mas nesta sexta-feira, 24, já teremos a aguardada pré-estreia no Shopping Cidade Jardim. Por aqui, não teremos Anne Hathaway, Meryl Streep ou Emily Blunt em um tapete vermelho, mas estamos acompanhando de perto cada aparição delas – momentos que nas últimas semanas se tornaram quase ritualísticos do instante em que as luzes se acendem até a entrada das estrelas em que os flashes disparam e o mundo — mesmo que por alguns segundos — desacelera para observar.

É bom ressaltar que não se trata apenas da volta de um filme icônico, mas sim da retomada de um sistema de moda que parecia disperso e, agora, reordenado sob o poder de imagem dessas três mulheres, trazem escolhas estéticas absolutamente calculadas.

Assim, não é exagero dizer que nas premières globais, Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt elevaram o tapete vermelho ao status de desfile itinerante. Mais do que isso: criaram uma sequência de aparições que sustentam narrativa, desejo e impacto ao longo dos dias, não apenas looks isolados.

Anne Hathaway é, talvez, o exemplo mais claro dessa construção contínua. Em Louis Vuitton, ela alterna registros com precisão quase editorial. Houve o momento em vermelho profundo — já emblemático —, mas também um look preto e branco que virou imediatamente virou assunto: gráfico, sofisticado, com contraste forte e linhas limpas que evocam um certo modernismo clássico. A escolha reforça um movimento importante da temporada: o retorno do P&B como código de poder.

Em Londres, ela foi mais contida, mas não menos impactante. Um vestido preto da Versace de construção impecável, minimalista, sem distrações, que reposiciona o “menos” como ferramenta máxima de elegância. É a Anne que já não precisa dialogar com a personagem, e sim domina o próprio repertório. Tecidos estruturados, caimento preciso e styling enxuto mostram uma maturidade estética que conversa diretamente com o momento atual da moda, e que a intenção vale mais do que qualquer ruído.

Emily Blunt segue no campo do espetáculo. Em Schiaparelli, seu vestido dramático reintroduziu o tempo como valor. Foram centenas de horas de trabalho manual, entre bordados, aplicações e construção escultural. Cada detalhe pensado para capturar luz, criar volume e produzir imagem. Em outras aparições, do modelo preto da Dior ao vermelho da Balenciaga, manteve a mesma lógica: silhuetas arquitetônicas, cintura marcada, estruturas que desenham o corpo com rigor quase artístico. Com ela, o tapete vermelho vira ateliê aberto e um lembrete de que sim, a alta-costura ainda dita o imaginário.

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Enquanto isso, Meryl Streep opera em outro registro — o do poder absoluto que não precisa de excesso. Suas escolhas de Prada a Givenchy, passando por um Richard Quinn, transitam entre tons profundos e vibrantes, do vinho ao vermelho, e uma alfaiataria que beira a precisão cirúrgica. Em algumas aparições, a presença do casaco estruturado ou de capas sutis reforça a ideia de autoridade estética. É um styling que conversa diretamente com Miranda Priestly, mas atualizado, em que a essência sobressai a caricatura. O luxo aqui não está na exuberância, mas na decisão.

O ponto de convergência entre as três é claro: a cor como discurso — especialmente o vermelho — e a repetição estratégica de códigos visuais ao longo das aparições. Não são looks soltos, são capítulos de uma história fashion construída além do filme. Cada cidade, cada première, adiciona uma camada. E isso explica por que esses momentos estão literalmente parando a moda nos últimos dias.

Em um cenário dominado por tendências fragmentadas e consumo acelerado de imagem, essas aparições devolvem ao tapete vermelho sua função original de criar marcos. São desfiles com narrativa, continuidade e impacto direto na indústria — das vitrines às coleções que ainda virão. Porque, afinal de contas, o que está em jogo aqui não é só o que se veste, mas como se constrói desejo em escala global. E, diante disso, o mundo faz o que sempre fez nos grandes momentos da moda: para, observa e, inevitavelmente, segue.

Veja os looks: 

Anne Hathaway

Anne Hathaway veste Versace
Anne Hathaway veste Versace (Gareth Cattermole/Getty Images)
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Anne Hathaway veste Louis Vuitton
Anne Hathaway veste Louis Vuitton (Tristan Fewings/Getty Images for The Walt Disney Company Limited/Getty Images)

 

Anne Hathaway veste Louis Vuitton
Anne Hathaway veste Louis Vuitton (Taylor Hill/WireImage/Getty Images)

Emily Blunt

Emily Blunt veste Balenciaga
Emily Blunt veste Balenciaga (Gareth Cattermole/Getty Images)

 

Emily Blunt veste Dior
Emily Blunt veste Dior (Gareth Cattermole/Getty Images)
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Emily Blunt veste Schiaparelli
Emily Blunt veste Schiaparelli (Taylor Hill/WireImage/Getty Images)

Meryl Streep

Meryl Streep veste Prada
Meryl Streep veste Prada (Gareth Cattermole/Getty Images)

 

Meryl Streep veste Richard Quinn
Meryl Streep veste Richard Quinn (Grant Buchanan/Dave Benett/WireImage/Getty Images)

 

Meryl Streep veste Givenchy
Meryl Streep veste Givenchy (TheStewartofNY/Getty Images for 20th Century Studios/Getty Images)
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