Oferta Dia dos Pais: Receba 4 Revistas em casa por 32,90
Imagem Blog

Vitrine

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Das passarelas às ruas, a moda em movimento

O luxo silencioso está mesmo acabando?

Mesmo com o retorno do exagero, o ‘quiet luxury’ mantém influência: coexistem e, por isso, a discrição ainda esteja longe de sair de cena

Por Simone Blanes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jun 2026, 14h00
O luxo silencioso está mesmo acabando? Priorizar nos meus resultados Google

Durante os últimos anos, poucas expressões ganharam tanta força no vocabulário da moda quanto “luxo silencioso”. O conceito, associado a roupas impecavelmente cortadas, tecidos nobres, cores neutras e ausência de logotipos ostensivos, dominou passarelas, redes sociais e o guarda-roupa de celebridades. Mas, de repente, algo começou a mudar.

Nos tapetes vermelhos, o brilho voltou a aparecer. Nas passarelas, estampas, bordados e volumes recuperaram espaço. O casamento de Dua Lipa, envolto em glamour e alta-costura, foi apenas um dos sinais de que a moda parece novamente interessada em fantasia, espetáculo e emoção. A pergunta que circula no mercado é inevitável: o luxo silencioso está chegando ao fim? A resposta mais provável é não.

O que está acontecendo não é uma substituição, mas sim uma convivência. Como quase tudo na moda, o movimento pendular voltou a agir. Depois de anos de minimalismo, era natural que surgisse o desejo por mais cor, mais personalidade e mais exuberância. Mas isso não significa que a estética discreta tenha perdido relevância.

Pelo contrário. O fenômeno ganhou novo impulso nos últimos meses com a série sobre a família Kennedy que colocou Carolyn Bessette-Kennedy novamente em cena. Mais de duas décadas após sua morte, é fato que a ex-publicitária continua influenciando uma geração inteira de mulheres com seu estilo clean, composto por vestidos de corte limpo, camisas masculinas, casacos retos e uma cartela de cores reduzida, que se tornou referência para marcas, influenciadoras e consumidoras que buscam elegância sem esforço aparente.

Continua após a publicidade

Essa renovada fascinação pela década de 1990 também ajudou a trazer Carolyn de volta às conversas de moda, com seu nome aparecendo frequentemente em buscas, vídeos de análise de estilo e painéis de inspiração no Pinterest. Em um cenário saturado por tendências efêmeras, sua imagem oferece algo raro: a permanência. E talvez seja justamente aí que resida a diferença entre o luxo silencioso e outras modas passageiras.

Enquanto tendências costumam nascer para serem substituídas, a estética do “quiet luxury” se apoia em valores de qualidade, simplicidade e atemporalidade. Não se trata apenas de usar bege ou vestir um conjunto de alfaiataria, mas sim de que a roupa não precisa gritar para ser percebida.

Continua após a publicidade

Ao mesmo tempo, no entanto, é impossível ignorar os sinais de mudança já que nos últimos meses, celebridades têm demonstrado um apetite renovado por peças de forte impacto visual. Franjas, transparências, bordados, plissados, joias maximalistas e referências aos anos 1980 e 2000 reaparecem com frequência entre nomes como Kylie Jenner, Kim Kardashian, Sabrina Carpenter e Jennifer Lopez, disputando espaço com a discrição que reinou nos anos pós-pandemia.

E há ainda uma questão econômica por trás desse movimento. Em períodos de incerteza, a moda costuma oscilar entre dois impulsos opostos. Um deles busca segurança e investimento em peças duradouras. O outro procura escapismo, diversão e fantasia. Atualmente, os dois parecem coexistir. Enquanto algumas consumidoras investem em um casaco perfeito para usar durante anos, outras desejam exatamente o contrário: roupas capazes de provocar emoção imediata.

Continua após a publicidade

Essa dualidade ficou evidente nas últimas temporadas internacionais. As mesmas semanas de moda que exibiram vestidos dramáticos e ornamentados também apresentaram coleções minimalistas, com foco em construção, modelagem e materiais sofisticados. Não há um vencedor claro porque, talvez, o verdadeiro luxo de 2026 seja a liberdade de escolher.

Durante décadas, a moda funcionou por imposição: uma tendência substituía a outra. Hoje, a lógica é diferente. A mulher que se identifica com a elegância contida de Carolyn Bessette-Kennedy, por exemplo, encontra tantas opções quanto aquela que prefere o glamour exuberante de uma estrela pop contemporânea como Sabrina Carpenter.

Continua após a publicidade

Por isso, decretar o fim do luxo silencioso parece precipitado. O que está morrendo não é a estética da discrição, mas sim a ideia de que existe apenas uma maneira correta de parecer sofisticada. E a moda atual, convenhamos, não está escolhendo entre o sussurrar e o gritar, mas sim permitindo que ambos coexistam no mesmo guarda-roupa. O que provavelmente seja a tendência mais relevante de todas.

Dua Lipa: Cavalli floral menta para sorrir
Dua Lipa: estética do exagero em alta (Instagram @dualipa/Reprodução)
Continua após a publicidade

 

Sabrina Carpenter
Sabrina Carpenter: nova musa da Dior, chama todos os holofotes para si (Noam Galai/Getty Images)
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo e branco, ao lado de Você pediu, a gente ouviu! em branco. À direita, capas de revistas e um celular com tela ligada, e um ícone de árvore à esquerda.Banner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em amarelo neon, acompanhado de um raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: SUPER com um copo de milk-shake, VEJA com paisagem e MUNDO ESTRANHO com carros. Um ícone de árvore estilizada no canto superior direito
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA RELÂMPAGO

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 29,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).