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A crise entre Netflix e o casal Harry e Meghan

Parceria estaria abalada devido a falhas de comunicação, projetos malsucedidos e o declínio da reputação do duque e da duquesa de Sussex

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 11h34 | Atualizado em 18 mar 2026, 11h51
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Segundo seis insiders que concederam entrevista à Variety, a parceria entre o streaming Netflix e o casal Meghan e Harry vai de mal a pior. A apuração foi feita dias após o rompimento do contrato entre a plataforma e a marca de bem-estar da Duquesa, As Ever, fundada em 2025 e atrelada ao programa vexaminoso Com Amor, Meghan, lançado em março do mesmo ano.

Para os entrevistados, a notícia não foi surpresa: “O padrão dos Sussexes de revender a mesma história sobre sua saída da Família Real levou a Netflix à exaustão. A parceria deve continuar a se desgastar e, com ela, o último recurso que Meghan e Harry têm no mundo do entretenimento”.

No momento, a Netflix ainda colabora com a produtora Archewell, fundada pelo casal em 2020. A promessa era que ela criasse conteúdo ficcional e documental para todas as idades. Desde então, seis séries documentais foram lançadas, das quais apenas uma chegou a fazer barulho: Harry & Meghan (2022), sobre o afastamento entre o casal e a família real. Com Amor, Meghan é o único programa de comportamento da produtora, mas chamou atenção pelos motivos errados: a falta de carisma da apresentadora e suas demonstrações de riqueza.

Um funcionário da Netflix disse à Variety que o sentimento geral dentro da empresa é: “Basta”. O CEO Ted Sarandos estaria farto de receber mensagens diretas do casal sobre seus projetos, enquanto a executiva Bela Bajaria, chefe de conteúdo da Netflix, também estaria receosa sobre a parceria. Um porta-voz oficial do streaming, porém, diz que é falso que qualquer um dos dois tenha perdido fé em Harry e Meghan.

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Produtos parados

O fracasso de Com Amor, Meghan também teria resultado em péssimas vendas dos produtos associados ao programa, como misturas de bolo e chá, prejuízo de 10 milhões de dólares. As sobras seriam tantas que a Netflix teria distribuído os produtos gratuitamente entre seus funcionários — o que um porta-voz da Archewell diz tratar-se do compartilhamento de amostras, um procedimento padrão. No futuro, o seriado não terá mais temporadas inteiras, apenas especiais sazonais.

Comunicação instável

A reportagem ainda alega uma série de falhas de comunicação: executivos da Netflix não teriam sido avisados de que o casal concederia entrevista a Oprah Winfrey — que rendeu mais de 17 milhões de espectadores para o canal CBS — ou que Harry escreveria uma autobiografia para a editora Penguin. Novamente, contudo, um porta-voz do streaming nega que esses lapsos tenham ocorrido.

Meghan também teria causado dor de cabeça durante a pós-produção da série Harry e Meghan, pedindo que a diretora Liz Garbus censurasse certos trechos que causariam atrito com os membros da família real, considerando que o programa iria ao ar dois meses após a morte da Rainha Elizabeth II. Segundo os insiders, o objetivo real do pedido seria garantir que Harry tivesse conteúdo exclusivo que satisfizesse a editora de seu livro.

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Reputação abalada

Por fim, a reportagem alega que Harry e Meghan não são bem-vistos dentro de Hollywood, lembrando de quando um executivo do Spotify os chamou de “golpistas” após a dissolução de um contrato em 2020. Além dele, o CEO da agência de talentos United, Jeremy Zimmer, cravou: “Acontece que Meghan não é talentosa com áudio, ou talentosa com qualquer coisa, necessariamente. Só porque é famosa, isso não significa que será ótima em algo”.

O futuro da parceria

No momento, a Archewell tem dois projetos roteirizados em desenvolvimento: uma adaptação do livro The Wedding Date, da americana Jasmine Guillory, e outra de Me Encontre no Lago, da escritora canadense Carley Fortune.

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