Petróleo sobe com ataque dos Estados Unidos ao Irã
A escalada bélica desafia o otimismo do mercado financeiro, que na véspera comprou a notícia que havia um acordo para o fim do conflito
Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã ainda na noite de segunda-feira, sob a afirmação de que o objetivo era proteger as tropas “das ameaças representadas pelas forças iranianas”. O texto, evasivo e com ares de propaganda, coloca em xeque não só a trégua militar entre os países mas o próprio entendimento do que se espera de um cessar-fogo.
De forma mais concreta, a agência Bloomberg atribui os ataques também a Israel e diz que o motivo teria sido o movimento do Irã para instalar novas minas submarinas no Estreito de Ormuz.
A escalada bélica desafia o otimismo do mercado financeiro, que comprou na segunda-feira a notícia de que há um pré-acordo para a reabertura da passagem marítima e o fim do conflito. Nesta terça, porém, o petróleo desafia a visão positiva do desenrolar da guerra. O barril do tipo brent volta a avançar e se reaproxima dos US$ 100.
Ignorando os riscos de um retrocesso em negociações e retomada dos bombardeios, os futuros das bolsas americanas avançam. O EWZ segue na mesma toada e ganha mais de 1% no pré-mercado americano, apontando tendência de alta para o Ibovespa. Isso num dia de agenda econômica fraca aqui e no resto do mundo. O destaque fica por conta do resultado das contas externas brasileiras em abril.
Agenda do dia
8h30: BC divulga estatísticas do setor externo de abril
11h: EUA anunciam índice Conference Board de confiança do consumidor de maio
22h30: China publica lucro industrial de abril
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