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EUA voltam a atacar Irã para prevenir bloqueio do Estreito de Ormuz e aiatolás revidam

Forças americanas atingem sistemas de defesa, radares e lançadores de mísseis, enquanto Guarda Revolucionária bombardeia Kuwait, Bahrein e Jordânia

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jul 2026, 08h42 | Atualizado em 13 jul 2026, 15h39
EUA voltam a atacar Irã para prevenir bloqueio do Estreito de Ormuz e aiatolás revidam Priorizar nos meus resultados Google

As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira, 13, pelo segundo dia consecutivo, tentando impedir o país de fechar o Estreito de Ormuz. Teerã, por sua vez, revidou contra bases americanas em vários países do Golfo. A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo bloqueio na rota marítima, estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo.

As forças americanas no Oriente Médio disseram ter atingido “sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos”, ações que pretendem impedir a república islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.

A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do país, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz. Na cidade de Mahshahr, no sudoeste, “uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas” no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan citada pela agência de notícias IRNA.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, anunciou em seguida que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait, de acordo com IRNA. Os iranianos também reivindicaram ataques contra instalações americanas em Omã. No domingo, foram relatados ataques contra bases americanas no Catar.

O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra seu território.

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Acordo em xeque

Estados Unidos e Irã assinaram, em 17 de junho, um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim permanente da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque conjunto israelo-americano contra o território iraniano.

A retomada de disparos parte a parte, que ocorreu na última segunda-feira e desde então escalou, mina o memorando de entendimento para acabar com a guerra, que abalou a economia global.

O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por “deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

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O aumento da tensão aconteceu após ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária tenta estabelecer influência inconteste por meio do controle de todas as rotas navegáveis — e impedindo que embarcações tomem caminhos alternativos, como pela chamada “rota de Omã”. Na madrugada de domingo, um bombardeio contra mais um cargueiro no estreito obrigou a tripulação a abandonar o barco.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na última semana que o cessar-fogo “acabou” devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. No entanto, admitiu que houvesse mais negociações — elas, não sem surpresa, também não vem dando frutos.

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