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Pesquisa mostra arrancada de Lula em segmento decisivo do eleitorado

Presidente reverteu imagem negativa e desvantagem para Flávio Bolsonaro entre eleitores independentes

Por Daniel Pereira 15 jul 2026, 11h06 | Atualizado em 15 jul 2026, 15h18
Pesquisa mostra arrancada de Lula em segmento decisivo do eleitorado Priorizar nos meus resultados Google

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira 15 traz uma série de boas notícias para o presidente Lula. Nas simulações de primeiro e segundo turnos, ele abriu vantagem sobre o seu principal oponente na corrida ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

No primeiro turno, a diferença entre os dois, que era de dez pontos em junho, passou para doze pontos em julho: 40% a 28%. Já em eventual confronto direto, o petista venceria por oito pontos de diferença, dois a mais do que no mês passado.

Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a avaliação positiva do governo superou a negativa: 48% a 47%. Em abril, o saldo era negativo, com uma desaprovação de 52% e uma aprovação de 43%.

A principal vitória

Uma análise detalhada dos dados do levantamento revela uma arrancada do presidente no segmento do eleitorado considerado decisivo para o resultado da próxima eleição, que promete ser tão acirrada quanto a de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro por menos de dois pontos de diferença.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

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Entre os eleitores independentes, a aprovação ao governo Lula empatou com a desaprovação: 45% a 45%. Em março, o saldo negativo era de 24 pontos, prejuízo zerado em quatro meses. A melhora de imagem levou a um crescimento nas intenções de voto.

Em março, Flávio Bolsonaro tinha 32% da preferência dos independentes na simulação de segundo turno contra Lula, que marcava 27%. Agora, o presidente tem 40% nesse segmento, treze pontos a mais, enquanto o adversário registra 27%. O petista arrancou num terreno estratégico.

Momentos distintos

O retrato dos dois favoritos neste momento da campanha eleitoral reflete situações diferentes enfrentadas por eles. Lula surfa uma onda positiva, embalado por um pacote de bondades que já superou a casa dos 200 bilhões de reais.

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Já Flávio Bolsonaro convive há meses com uma agenda negativa. Primeiro, ele foi para a defensiva depois de vir a público seu pedido de ajuda financeira para Daniel Vorcaro, supostamente para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Depois, o Zero Um teve de lidar com o vídeo-desabafo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no qual ela acusa o enteado de humilhá-la e destratá-la e, na prática, rompe com a campanha do senador.

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