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Oscar 2025: a opinião de VEJA sobre todos os indicados a melhor filme

Confira análises, entrevistas e reportagens da equipe de Cultura da revista sobre os concorrentes deste ano

Por Raquel Carneiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2025, 08h00

Confira a seguir trechos das matérias e resenhas dos dez filmes indicados ao Oscar, com links para os textos completos. A premiação acontece no domingo, dia 2 de março, acompanhe a cobertura do evento no site de VEJA.

Ainda Estou Aqui

No dia 1º de setembro de 2024, o filme brasileiro estreou no Festival de Veneza, onde a correspondente de VEJA Mariane Morisawa assistiu à produção e testemunhou a emoção de Fernanda Torres e Selton Mello, enquanto a equipe era aplaudida por dez minutos. “Ainda Estou Aqui também teve recepção calorosa. Dava para perceber os sinais de lágrimas derrubadas por alguns jornalistas”, escreveu ela (leia o texto aqui). Dois meses depois, o filme chegou ao Brasil já cercado por altas expectativas. Reportagem de VEJA falou com o diretor Walter Salles e com os filhos de Eunice e Rubens Paiva, sobre como o filme iluminava as dores dos órfãos da ditadura. “Enquanto as autoridades ainda devem muito com relação à memória daquele doloroso período, o cinema nacional nunca deixou a ditadura ser esquecida. Ainda Estou Aqui faz parte dessa tradição.” Leia aqui a matéria completa. A seguir, confira também uma entrevista em vídeo com Fernanda e Selton, feita quando o longa estreou no Brasil.

Anora

Protagonizado por Mikey Madison no papel do título, Anora segue a trama de uma profissional do sexo que se casa com um jovem ricaço russo, mas se vê em meio a uma reviravolta absurda, cômica e violenta quando os pais do rapaz pedem a anulação da união. Seria o conto de fadas perfeito caso o filme bebesse das fantasias de um romance açucarado — mas, na obra do diretor americano Sean Baker, quem dá as cartas é a implacável vida real. Vencedor da cobiçada Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes, a produção entra em um ambiente já explorado por Baker em títulos como Projeto Flórida (2017) e Tangerina (2015): o primeiro segue uma garotinha esperta de 6 anos e sua mãe desempregada, que cede à prostituição para pagar as contas; o segundo é sobre garotas de programa trans em busca de vingança em pleno Natal. “Gosto de pessoas que se impõem e não abaixam a cabeça para quem se considera melhor do que elas”, disse o cineasta a VEJA. A partir de personagens marginalizados no século XXI, o nova-iorquino de 53 anos expõe temas como a crise econômica americana, o preconceito com pessoas de baixa renda e a velha hipocrisia dos moralistas. Leia aqui a matéria completa e entrevista com Baker. A atriz Mikey Madison também falou a VEJA, confira aqui.

ANTIRROMANCE - Ivan e Ani no filme: casamento de conto de fadas enfurece os pais do jovem herdeiro de oligarca russo
ANTIRROMANCE - Ivan e Ani no filme: casamento de conto de fadas enfurece os pais do jovem herdeiro de oligarca russo (Universal Pictures/Neon/Divulgação)

O Brutalista

No filme que soma dez indicações, o arquiteto judeu László Tóth, papel de Adrien Brody, deixa Budapeste, na Hungria, e chega a Nova York em 1947. Sobrevivente do Holocausto, ele vai para os Estados Unidos com o anseio de deixar os horrores da Segunda Guerra Mundial para trás e com a crença no tal sonho americano de viver em um país livre, tolerante e próspero. As adversidades, porém, se revelam maiores do que as oportunidades. Mesmo não sendo um consenso, O Brutalista é um colosso. Feito com apenas 10 milhões de dólares — um troco se ponderados a magnitude do filme e os orçamentos de concorrentes (Duna: Parte 2 custou 190 milhões) —, o longa independente se mostra igual à corrente arquitetônica que homenageia: trata-se de uma obra sobre a qual é impossível ficar indiferente. Leia a resenha completa e entrevista com o diretor Brady Corbet neste link. E também uma conversa com Adrien Brody.

PROPÓSITO - Adrien Brody no filme: a arquitetura como meio de sanar traumas
PROPÓSITO – Adrien Brody no filme: a arquitetura como meio de sanar traumas (./Universal Pictures)
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Conclave

O dilema moral conduz a trama dirigida pelo alemão Edward Berger, do premiado Nada de Novo no Front, de 2022. Nome forte no Oscar neste ano, Conclave é um exemplar primoroso entre as produções que se propõem a investigar os bastidores da instituição religiosa mais poderosa do mundo: um thriller político que examina não só as forças em choque na Igreja, como a personalidade, as ideias e o caráter do ser humano elevado ao posto de papa. Cercada de discrição e reverência, a figura do líder supremo do catolicismo suscitou retratos ousados no cinema e na TV nos últimos anos. Nessa leva, Conclave se impõe como o roteiro mais intrigante e afiado ao retratar as sutilezas que rondam a fé cristã, assim como as divergências de um clero que, em última instância, é formado por humanos com qualidades e defeitos, opiniões distintas e vulneráveis à tentação advinda do poder. Leia a resenha completa neste link.

Diretor Edward Berger e Ralph Fiennes durante as filmagens de 'Conclave'
Diretor Edward Berger e Ralph Fiennes durante as filmagens de ‘Conclave’ (Philippe Antonello/Focus Features/Divulgação)

Um Completo Desconhecido

O longa narra com frescor a gênese de Bob Dylan, um artista que dali em diante se tornaria um ícone — não apenas pela estupenda carreira musical e excelência como letrista, que fez dele o primeiro bardo popular a receber o Nobel de Literatura, em 2016, mas também pela persona enigmática que erigiu. Não por acaso, enfim, o longa está indicado a oito categorias do Oscar, inclusive de filme do ano, diretor para o eficiente James Mangold, ator — pois Timothée Chalamet recria com perfeição os trejeitos de Dylan e chega a cantar, para muitos, melhor do que o original — e atriz coadjuvante — uma afinada Monica Barbaro convence na difícil missão de cantar como Joan Baez. Leia mais sobre o aclamado filme neste link.

A ator Timothée Chalamet caracterizado como Bob Dylan
A ator Timothée Chalamet caracterizado como Bob Dylan (//Divulgação)

Duna: Parte Dois

Adaptação do clássico da ficção científica escrito por Frank Herbert em 1965, a história de Duna é ambientada num futuro distante, onde um império intergaláctico feudal domina todo o universo conhecido. Mas as atenções estão voltadas para Arrakis, um imenso e desértico planeta. O papo nerd serve só de pano de fundo para uma reflexão exemplar sobre os dilemas de um mundo emparedado entre o totalitarismo e o fundamentalismo religioso — em resumo, diante da triste opção entre um mal e outro. Nas 2h45 de duração, a franquia do diretor Denis Villeneuve devolve ao cinema de fantasia um frescor que andava sumido desde O Senhor dos Anéis (2001) — distanciando-se de vez de qualquer comparação com o chatérrimo filme dos anos 1980 com Sting e direção de David Lynch. Leia a resenha completa aqui.

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NOVA FORÇA - Chalamet e Villeneuve no set de 'Duna 2': em busca do bilhão
NOVA FORÇA – Chalamet e Villeneuve no set de ‘Duna 2’ (Niko Tavernise/Warner Bros. Pictures/.)

Emilia Pérez

A trama musical se destacou na história do cinema por duas façanhas curiosamente interconectadas — e paradoxais. O primeiro feito do filme diz respeito ao sucesso de seus produtores em criar um produto cirurgicamente atrativo para premiações como o Oscar. Emilia Pérez é uma empreitada multinacional que inclui duas estrelas de Hollywood, Zoe Saldaña e Selena Gomez, um diretor com aura provocativa, o francês Jacques Audiard, e — eis a cereja do bolo — uma trama de superação sobre um traficante mexicano que se redime enquanto vive uma transição de gênero, papel defendido em cena por uma genuína atriz trans, a espanhola Karla Sofía Gascón. Não deu outra: o longa amealhou o maior número de indicações ao Oscar e concorre a treze estatuetas. O paradoxo da situação, acompanhada globalmente por fãs e detratores do filme de forma apaixonada nos últimos dias, é que a mesma Karla produziu outro feito inesperado: raras vezes se testemunhou o derretimento tão acachapante de um favorito ao Oscar. Leia mais sobre a ascensão e queda de Emilia Pérez neste link e também à entrevista com Karla Sofía.

O Reformatório Nickel

Baseado no ótimo livro homônimo de Colson Whitehead, o filme, com duas indicações ao Oscar, possui cores vibrantes e um jogo de câmeras que observa o mundo sempre pelo ponto de vista dos dois protagonistas: Elwood (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson). O cineasta RaMell Ross se vale da beleza para observar o terrível: o reformatório da trama é inspirado numa instituição real onde vários garotos, principalmente negros, foram assassinados. Leia mais sobre o filme aqui e sobre o livro que deu origem à trama, vencedor do Pulitzer

Cena do filme 'Nickel Boys' -
Cena do filme ‘O Reformatório Nickel’ – (//Divulgação)
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A Substância

Na trama criada e dirigida pela francesa Coralie Fargeat, Elisabeth Sparkle (Demi Moore) se arrisca a fazer um procedimento estético para lá de extremo: uma droga injetável que se anuncia capaz de transformá-la em uma versão mais jovem de si mesma. Não se trata, contudo, de uma poção rejuvenescedora, mas de uma duplicação: numa cena que palavras não são capazes de descrever, outra pessoa sai de dentro de Elisabeth, a jovial e sexy Sue, interpretada com vigor por Margaret Qualley. A pegadinha está no fato de que as duas versões precisam aprender a coexistir — enredo que poderia pender para reflexões filosóficas enfadonhas, mas que entretém com louvor, mesclando terror, ficção científica e um humor de acidez sulfúrica. “É um filme sobre a dificuldade de não se aceitar como você é”, disse Demi em entrevista a VEJA. Leia aqui a matéria completa. Confira também entrevistas com as estrelas do longa, Demi Moore e Margaret Qualley.

Wicked

Adaptação fiel da peça musical de mesmo nome lançada na Broadway em 2003, o filme vem do adorado clássico infantil O Mágico de Oz, estrelado em 1939 pela então jovem prodígio Judy Garland. O triunfo do bem sobre o mal deu ao longa antológico o final perfeito para a época. Agora, como no musical que lhe deu origem, Wicked põe aquela visão rósea em xeque ao explorar as linhas tênues que separam quem leva o selo de mocinho dos que serão tachados como vilões. Na adaptação dirigida pelo americano Jon M. Chu, a cantora pop Ariana Grande empresta sua graciosidade e timing cômico a Glinda, em oposição à esverdeada Elphaba, interpretada com força magnética pela atriz Cynthia Erivo. Leia mais sobre o filme e o histórico de Wicked aqui.

Elphaba (Cynthia Erivo) e Glinda (Ariana Grande) em Wicked: pele da bruxa má é verde
Elphaba (Cynthia Erivo) e Glinda (Ariana Grande) em Wicked: pele da bruxa má é verde (//Divulgação)
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