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Irã nega passagem de navios dos EUA no Estreito de Ormuz

Autoridades dos EUA dizem que presença na região visa remover minas; Estreito de Ormuz concentra grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2026, 18h52 | Atualizado em 11 abr 2026, 18h54
  • O Irã negou neste sábado, 11, que navios da Marinha dos Estados Unidos tenham atravessado o Estreito de Ormuz, em resposta a uma operação anunciada mais cedo por Washington na região. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana, com base em declarações de um porta-voz do comando militar conjunto do país.

    Segundo a autoridade iraniana, qualquer decisão sobre a passagem de embarcações pelo estreito cabe exclusivamente às forças armadas da República Islâmica. A fala contraria a versão apresentada pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que havia informado a presença de navios de guerra na área.

    Mais cedo, o CENTCOM anunciou uma operação voltada à detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. De acordo com os americanos, a ação ocorre após a identificação de artefatos explosivos atribuídos à Guarda Revolucionária do Irã.

    A operação conta com o apoio de dois destróieres da Marinha dos EUA — o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112) — que, segundo o comando, já teriam realizado a travessia do estreito e iniciado atividades no Golfo Árabe.

    O objetivo, segundo o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, é estabelecer um corredor marítimo seguro para garantir o fluxo de navios comerciais. “Iniciamos o processo de criação de uma nova passagem. Em breve, esse trajeto será compartilhado com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio”, afirmou.

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    Considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio internacional, o Estreito de Ormuz concentra grande parte da exportação de petróleo do Oriente Médio. Qualquer instabilidade na região costuma provocar reflexos imediatos nos preços de energia e nas cadeias logísticas globais.

    Negociação de paz

    Em paralelo, Estados Unidos e Irã iniciaram neste sábado uma rodada de negociações no Paquistão, após seis semanas de conflito no Oriente Médio. As conversas ocorrem em Islamabad, com mediação do governo paquistanês.

    A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner. Do lado iraniano, participa o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o objetivo é avançar em direção a uma “paz sustentável” na região.

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